Acompanho e admiro muito a empresa “Cirque du Soleil”.
Caminhando pelo parque Villa Lobos, fiquei contemplando homens de preto dependurados naquela mágica lona branca, lavando-a todinha antes de começar o primeiro espetáculo do ano em São Paulo. Pensei: que respeito com seu patrimônio e com o público, afinal a lona nem estava tão suja! Logo filosofei: será que eles conseguem isso porque cobram caro ou cobram caro para conseguir isso? Sim, lá vem de novo a história do ovo e da galinha.
Mais uma vez comprei um ingresso, muito caro para nossos padrões, mas confesso achar o preço justo, pelo respeito, pontualidade, comprometimento, profissionalismo e magia que nos proporcionam.
Por outro lado, não tive a mesma impressão com outros detalhes, acessórios ao espetáculo: achei um desrespeito ao público o estacionamento custar R$ 40,00 , em uma área perigosa, que mesmo eu, morando a 15 minutos da entrada do circo, não tenho coragem de ir caminhando, por absoluta falta de segurança, e por não possuir outro estacionamento como opção.
Além disso, tive que encarar uma fila gigantesca para estacionar, sem uma sinalização eficiente e aguardar muito para que providenciassem um simples recibo (ficaram perdidos e tiveram de se locomover a outro local para pegá-lo).
A lanchonete estava com filas imensas e, pasmem, com o preço do uísque Red Label ( quem vai ao circo beber uísque?) a R$ 18,00 a dose, o mesmo preço do pacote médio de pipoca. Não consigo entender se a pipoca estava cara ou o uísque, barato.
Na minha doce inocência, sempre achei que justo é o produto valer pelo que ele custa e não pela sua maior ou menor procura.

